
Bahia · roteiro de 3 dias · preços de setembro de 2025
Salvador em 3 dias: roteiro com preços, onde ficamos e dicas
Três dias entre o Pelourinho, a Cidade Baixa, o Rio Vermelho, a Barra e o Bonfim, com o preço de tudo e o apartamento com vista para a Baía de Todos os Santos.
Por Lucas e GabriellaViajamos em agosto e setembro de 2025Publicado em
Salvador não se conhece só com os olhos. Tem som, tem cheiro e tem o ritmo das ruas. A gente passou três dias andando pela cidade, do Pelourinho às praias da Barra, dos fortes às igrejas, e anotou tudo o que você precisa para montar o seu roteiro, inclusive quanto pagamos e onde dormimos. Os dois primeiros dias foram logo na chegada; o terceiro, na volta de Boipeba.
- Dias
- 3 (dois na chegada e um na volta de Boipeba)
- Onde ficamos
- Centro Histórico, ao lado da Praça da Cruz Caída
- Como circulamos
- A pé no Centro Histórico, de Uber entre os bairros
- Ritmo
- Muita caminhada e ladeira. Sapato confortável!
O roteiro em vídeo
O vídeo abre aqui mesmo, pelo YouTube.
Hospedagem em Salvador
Edifício Themis
Centro Histórico, ao lado da Praça da Cruz Caída
Um apartamento pequeno, alugado pelo Airbnb.
A gente reservou pelo Airbnb. O mesmo prédio tem apartamentos anunciados na Booking. Não sabemos se algum deles é o mesmo em que ficamos, mas a localização é a mesma.
O que a gente gostou
- Da janela da cozinha e do banheiro dava para ver a Baía de Todos os Santos, o Elevador Lacerda e a Praça da Cruz Caída
- O apartamento estava recém-reformado
- Dá para fazer o Centro Histórico inteiro a pé
Bom saber
- O prédio por fora não é bonito
- O Pelourinho tem vida dia e noite. A gente chegava tão cansado que dormiu bem e nem ouviu barulho
- Na volta de Boipeba ele estava ocupado, e ficamos em outro Airbnb
Dia 1 do roteiro
Centro Histórico, Pelourinho e Santo Antônio Além do Carmo
- Museu da Misericórdia
- Praça Tomé de Souza
- Praça da Sé
- Pelourinho
- Santo Antônio Além do Carmo
- Acarajé no Pelô
Museu da Misericórdia
R$ 30 · meia R$ 15
Foi a nossa primeira parada, logo depois do check-in. O museu funciona onde era a antiga Santa Casa da Misericórdia da Bahia e tem um acervo bem variado: arte sacra, pinturas e móveis antigos de jacarandá. Em algumas salas dá para tirar foto com a Baía de Todos os Santos ao fundo.

O que mais surpreendeu foi poder entrar numa cisterna do século XVII, construída para guardar a água da chuva que era usada na limpeza do antigo hospital.
Praça Tomé de Souza
Colada no museu. Ali ficam o Palácio Rio Branco, antiga sede do governo da Bahia (quando passamos, estava sem pintura e com cara de quem precisa de restauração), a entrada do Elevador Lacerda e a tradicional Sorveteria A Cubana. A vista da baía, daqui, já vale a parada.

Praça da Sé
No sábado à tarde tinha uma feirinha com artesanato, bolsas e roupas, e uma parte de comida com pastel, cacau e água de coco. A gente não sabe se ela funciona todo dia. No sábado, com certeza.
Pelourinho
Patrimônio da Humanidade e parada obrigatória: cores, arquitetura histórica e música na rua. Mas o nome tem uma origem triste. Salvador foi capital do Brasil entre 1549 e 1763, e o pelourinho era o poste onde pessoas escravizadas eram amarradas e castigadas. Hoje o bairro é sinônimo de cultura baiana.

Passamos pela Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que lembra muito as igrejas de Ouro Preto.
Santo Antônio Além do Carmo
Vizinho do Pelourinho, é um bairro charmoso, de clima boêmio e casarões coloridos. No alto da Ladeira do Carmo ficam a Igreja e Convento de Nossa Senhora do Carmo e a Igreja da Ordem Terceira do Carmo (a da foto do topo desta página, feita com o nosso drone), um conjunto lindo.
Jantar: acarajé no Pelourinho
R$ 20 cada, com camarão
Na primeira noite fomos à feirinha do Pelourinho, onde várias baianas vendem acarajé. Pedimos dois, com acompanhamento de camarão, e aprovamos. O Lucas provou também o bolinho de estudante, um doce que ele não conhecia, e gostou.
Dia 2 do roteiro
Elevador Lacerda, Cidade Baixa e Rio Vermelho
- Praça da Cruz Caída
- Elevador Lacerda
- Mercado Modelo
- Almoço no Pelô
- Casa do Rio Vermelho
- Casa de Iemanjá
- Praia da Paciência
Praça da Cruz Caída
Fica do lado de onde a gente estava hospedado. A cruz tombada lembra a antiga Igreja da Sé Primacial do Brasil, demolida em 1933 para passar o trilho do bonde. Uns dizem que é homenagem, outros que é crítica à demolição.
Elevador Lacerda
Não pagamos nada
Salvador é dividida entre a Cidade Alta, onde fica o Centro Histórico, e a Cidade Baixa, a parte portuária e comercial. O elevador foi ideia do comerciante Antônio Francisco de Lacerda, para levar gente e mercadoria de uma para a outra. Ele não é panorâmico: é transporte mesmo. Em poucos segundos você está lá embaixo. A gente achou que ia pagar e não pagou nada.
Mercado Modelo
É só atravessar a rua ao sair do elevador. O primeiro Mercado Modelo pegou fogo, e ele foi transferido para o prédio da antiga alfândega. Hoje é um centro de artesanato e lembrancinhas, e os preços nos surpreenderam:
- 5 ímãs ou chaveiros por R$ 10, dá para misturar;
- 12 fitinhas do Senhor do Bonfim por R$ 5. a dica que recebemos é que sai bem mais barato comprar aqui do que na frente da igreja;
- boneca de pano por R$ 20, bem costurada;
- baianinhas de decoração por R$ 8 e R$ 10.
Também tem pimenta, castanha, doce de leite, bebida, instrumento musical, roupa, chapéu e canga.
Procurando café? A gente achou que não tinha: os cafés ficam no primeiro piso, bem no fundo, do lado oposto de onde entramos. Tem café, salgado e tapioca. Nos fundos do mercado ficam o Terminal Marítimo Turístico e um pequeno mirante, com uma vista bonita do Elevador Lacerda lá de baixo.
Almoço no Pelourinho
R$ 40 cada prato
A Gabi pediu pirão de aipim com carne de sol e o Lucas, moqueca de peixe (sem camarão). Cada prato custou R$ 40, e o pirão veio bem servido, com saladinha. O Lucas ainda provou uma dose de cachaça: “é forte”.
Casa do Rio Vermelho
É a casa onde viveram por muitos anos os escritores Jorge Amado e Zélia Gattai, hoje transformada em museu. O jardim é quase um bosque, cheio de árvores frutíferas, e é ali que estão as cinzas do casal, como eles desejavam.
Lá dentro tem uma parte sensorial da cozinha baiana, onde você pode tocar e cheirar os temperos: urucum, erva-doce, anis-estrelado, cravo, canela, louro e coentro. Tem também reproduções dos pratos típicos. Outra curiosidade: Jorge Amado colecionava sapos e chegou a ter sapos vivos no lago da casa. E tem o banco onde o Gilberto Gil sentava nas festas. Ainda pode sentar.
Orla do Rio Vermelho e Casa de Iemanjá
Gratuito
Depois da casa, fomos caminhando pelo bairro até a estátua de Jorge Amado e Zélia Gattai, de frente para a praia do Rio Vermelho. No canto da praia fica a Casa de Iemanjá, pequena e bonita, cheia de velas. A entrada é gratuita, mas é preciso tirar os sapatos.
Praia da Paciência
Uns cinco minutos a pé da praia do Rio Vermelho. Na orla tem uma escultura de cauda de baleia que virou ponto de foto.
À noite, de volta ao Centro Histórico, o som do Pelourinho: ali tem vida dia e noite.
Dia 3 do roteiro
Barra, Senhor do Bonfim e pôr do sol na Ponta de Humaitá
- Morro do Cristo
- Farol da Barra
- Forte de Santa Maria
- Porto da Barra
- Senhor do Bonfim
- Ponta de Humaitá
- Sorveteria da Ribeira
Morro do Cristo
Gratuito
Pegamos um Uber até a Barra e começamos subindo o Morro do Cristo, no fim da praia do Farol da Barra. A subida é gratuita e a vista pega toda a orla. Do outro lado dá para ver a praia da Pedra Alta.
Farol da Barra e Museu Náutico
R$ 20 · tem meia
O farol fica dentro do Forte de Santo Antônio da Barra, um dos primeiros fortes construídos pelos portugueses no Brasil, para proteger a costa. Lá dentro funciona o Museu Náutico da Bahia. A primeira sala é a casa da pólvora, parecida com a que a gente viu no forte de São Francisco do Sul, em Santa Catarina.
Forte de Santa Maria e Porto da Barra
Seguindo pela orla, o Forte de Santa Maria, do século XVII, foi construído sobre uma elevação de pedra depois da invasão holandesa. É menor que o do farol, mas tem uma vista privilegiada.
Ao lado dele começa a praia do Porto da Barra. A diferença para a praia do Farol é grande: lá o mar tem onda, aqui a água é calminha. Estava cheio. Pertinho fica a Igreja de Santo Antônio da Barra, numa praça arborizada e tranquila, boa para descansar.
Basílica do Senhor do Bonfim
Gratuito
Um dos lugares mais emblemáticos de Salvador, no alto de uma colina. É famosa pelas fitinhas amarradas no gradil e pela Lavagem do Bonfim, em janeiro (na segunda quinta-feira do mês, pelo que nos contaram), quando as baianas lavam a escadaria com água de cheiro. A igreja é católica, a lavagem é feita pelas baianas do candomblé, e a festa é celebrada pelos dois lados. A gente achou isso bonito.
O ritual: ache um espaço livre no gradil, amarre a fitinha com três nós e faça um pedido a cada nó. Os pedidos se realizam quando a fitinha arrebentar sozinha, sem desamarrar. A entrada na basílica é gratuita. Lá no fundo tem uma sala com fotos e cartas de quem veio agradecer uma graça alcançada.
Ponta de Humaitá
O lugar do pôr do sol. Uma hora antes já tinha gente esperando. Ali ficam a Igreja e Mosteiro de Nossa Senhora de Monte Serrat, bonita mas com cara de abandono, e, a dois minutos a pé, o Forte de Monte Serrat. Do outro lado começa a praia da Boa Viagem.
A gente não sabia se era seguro ir a pé do Bonfim até aqui (são uns 20 minutos) e pegou um Uber. O motorista disse que o caminho é tranquilo e que muito turista faz a pé.
Sorveteria da Ribeira
R$ 46 os dois sorvetes
Íamos encerrar no pôr do sol, mas resolvemos conhecer a Sorveteria da Ribeira, na Cidade Baixa, que funciona desde 1931. A Gabi pediu pitanga com calda de chocolate; o Lucas, tamarindo e biribiri (o biribiri é azedinho, mas bom). Pagamos R$ 46 pelos dois: salgado para os nossos padrões, mas é tradição, e a gente não ia embora sem provar.
Dicas que a gente levaria na mala
- Deixe as igrejas para um dia de semana ou para a manhã. No sábado à tarde várias estão fechadas.
- Compre as fitinhas do Bonfim no Mercado Modelo: 12 por R$ 5.
- Combine o preço antes de aceitar pintura ou fitinha de vendedor no Pelourinho.
- Sapato confortável: Salvador é ladeira. A gente andou tanto que dormia assim que deitava.
- Chegue cedo para o pôr do sol na Ponta de Humaitá.
- Fim de dezembro e Carnaval: um seguidor que já se hospedou de frente para o Pelourinho contou nos comentários que foi tranquilo, mesmo para quem detesta barulho, mas que nessas datas lota muito.
E a segurança?
É a pergunta que mais aparece, e nos comentários do vídeo um morador desabafou sobre a violência na cidade. A gente só pode contar o que viveu: circulamos a pé durante o dia pelo Centro Histórico, pela Barra e pelo Rio Vermelho, e usamos Uber para ir de um bairro a outro. O que mais incomodou foi a insistência de alguns vendedores no Pelourinho.
Na dúvida sobre um trajeto a pé, pergunte a quem é de lá, como fizemos com o motorista no caminho para a Ponta de Humaitá. E vale o cuidado de sempre em cidade grande: celular guardado na rua, pouca coisa de valor à mostra e Uber à noite.
Quer continuar pela Bahia?
Depois de Salvador a gente foi para Boipeba, a ilha mais incrível da Bahia, na nossa opinião. A viagem inteira virou um documentário no canal, e dá para começar pelo episódio 1: como chegar, preços e primeiras impressões.
O que a gente pagou
Salvador · preços de setembro de 2025
| Item | Valor |
|---|---|
| Museu da Misericórdia (inteira)meia-entrada R$ 15 | R$ 30 |
| Acarajé com camarão, no Pelourinhocada | R$ 20 |
| Elevador Lacerdanão pagamos nada para descer | R$ 0 |
| 5 ímãs ou chaveiros, no Mercado Modelo | R$ 10 |
| 12 fitinhas do Senhor do Bonfim, no Mercado Modelo | R$ 5 |
| Boneca de pano, no Mercado Modelo | R$ 20 |
| Baianinha de decoração, no Mercado Modelo | R$ 8 a R$ 10 |
| Pirão de aipim com carne de sol | R$ 40 |
| Moqueca de peixe | R$ 40 |
| Museu Náutico da Bahia, no Farol da Barra (inteira)tem meia-entrada | R$ 20 |
| Morro do Cristo, Casa de Iemanjá e Basílica do Bonfimentrada gratuita | R$ 0 |
| 2 sorvetes na Sorveteria da Ribeira | R$ 46 |
Preços de setembro de 2025. Eles mudam: confira antes de ir.
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